A arte de CONTEMPLAR

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Os “nadas” do quotidiano podem ser o “tudo” no equilíbrio e no bem-estar.

Sintonizarmo-nos com a beleza e riqueza de pequenos momentos da vida é uma habilidade francamente desejável para a nossa harmonia interior. Aquela em que conseguimos focar-nos No Que Está a Acontecer, No Como está a Acontecer e No Como Nos Faz Sentir o Que Está a Acontecer. Falo dos momentos em que utilizamos mais do que um sentido (porque temos 5 disponíveis e só nos focamos apenas em 1 em cada momento) e os convergimos numa experiência única e sensorialmente agradável.

Momentos tão banais como aquele em que saboreamos uma comida/bebida de que gostamos e conseguimos captar o seu cheiro, paladar e textura desde que a olhamos até ao momento em que a colocamos na boca e conseguimos acompanhar, interiormente, a jornada de prazer que vamos sentindo, ao mesmo tempo que percebemos que nos faz ficar mais entusiasmados, mais calmos ou que memórias que vão sendo despertadas ao longo daquela jornada. Descrito parece que demora muito tempo mas na realidade é breve… muito breve, e por isso é tão importante conseguir estarmos ATENTOS e PARAR para nos FOCARMOS na oportunidade destes momentos e os agarrarmos ficando depois disponíveis nas memórias de PRAZER do nosso corpo.

Sejam situações mais ou menos intencionais; como olhar para a imensidão do mar e deixar o rosto e o peito serem aquecidos pelos leves raios de sol de Inverno enquanto cheiramos a brisa marítima OU como dar-se conta de que uma música a tocar na rádio, enquanto está parado(a) no trânsito, lhe desperta saudosa alegria que lhe enche o peito e lhe dá uma misteriosa força para iniciar o seu dia de trabalho; parecem estar presentes sementes comuns ao florescimento do que é vivo e prazeroso na vida.

Talvez estas oportunidades de CONTEMPLAÇÃO, em que puxamos algo exterior com todos os nossos sentidos disponíveis e o transformamos numa experiência ímpar, em que o produto final é resumido a BEM-ESTAR, ajudem a criar VITALIDADE interior, aquela que vai e vem directa ao CENTRO de quem nós somos e que nos faz querer ir mais além na vida.

Os bebés são um grande exemplo nesta arte de transformar os “nadas” em “tudos” quando apenas olham para nós com todos os sentidos, como se nos quisessem puxar para dentro deles com toda a sua força ou como se nos enfeitiçassem com a simplicidade com que ficam regalados… é que eles olham o mundo com todo o equipamento sensorial de que dispõem.

A arte da contemplação é um recurso de saúde mental e espiritual, precocemente desenvolvido pelos seres humanos mas tão facilmente esquecido à medida que vamos crescendo em tamanho.

Pratiquemos a CONTEMPLAÇÃO: CONTEMPLE o mundo e CONTEMPLE-SE a si!

Rita dos Santos Duarte – Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta

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